A IES e DA é a entrega anual onde a empresa comunica, de forma estruturada, a informação do exercício que acabou de fechar. Em 2026, o que normalmente se entrega é a IES referente ao exercício de 2025.
Para a maioria das empresas com exercício coincidente com o ano civil, o prazo costuma cair a meio de julho, e a regra prática para exercícios com datas diferentes é contar até ao 15.º dia do 7.º mês após o fim do exercício. O ponto decisivo não é a submissão em si, é garantir que, antes de submeter, a empresa já tem o fecho de contas completo e consistente: saldos reconciliados, inventários fechados, amortizações corretas, impostos apurados e documentação de suporte organizada.
O que a empresa tem de entregar na IES e DA
A IES não é um único ficheiro “solto”. É um conjunto de quadros e anexos que refletem o fecho do exercício. Em termos práticos, a empresa entrega informação que assenta nestes pilares:
- Identificação e enquadramento da entidade, atividade, natureza jurídica e dados contabilísticos de base
- Demonstrações financeiras do exercício, com consistência entre resultados, balanço e notas associadas
- Elementos contabilísticos e fiscais que dependem do fecho correto e do apuramento final
- Informação complementar que garante coerência entre contabilidade, faturação, impostos e prestação de contas
O que interessa reter é isto: se o fecho de contas não estiver fechado de verdade, a IES sai frágil, mesmo que a contabilidade “pareça lançada”.
Prazos em 2026 e o que significa na prática
A forma mais segura de olhar para prazos é ligar o prazo ao fim do exercício. Na prática, funciona assim:
- Exercício a terminar a 31 de dezembro de 2025, prazo típico em julho de 2026
- Exercício com outra data de fecho, prazo até ao 15.º dia do 7.º mês após o fim do exercício
O erro mais comum é preparar a IES como se fosse apenas uma obrigação de calendário. Para cumprir sem stress, a empresa precisa de tratar a IES como a última etapa de um projeto curto de fecho anual.
O que a empresa tem de preparar no fecho de contas para a IES ficar certa
Aqui está a parte que separa uma entrega tranquila de uma entrega com correções. Antes de pensar em submissão, a empresa deve garantir que estes pontos estão fechados.
Reconciliações e validações mínimas
- Reconciliação bancária de todas as contas e confirmação de saldos finais
- Conferência de caixa e regularização de diferenças e adiantamentos
- Análise de contas de acréscimos e diferimentos para garantir que cada gasto e proveito está no exercício correto
- Validação de empréstimos, juros, contratos e saldos com entidades financeiras
Clientes e fornecedores
- Conferência de contas correntes, saldos antigos e movimentos pendentes
- Tratamento de notas de crédito, devoluções e descontos do período certo
- Identificação de incobráveis e regularizações quando aplicável
- Garantia de que faturas em falta e documentos de suporte foram obtidos e arquivados
Inventários e margens
- Inventário final fechado com método consistente
- Critérios de valorização claros e aplicados de forma uniforme
- Tratamento de obsolescência, quebras e ajustes com documentação
- Coerência entre inventário final, custo de mercadorias e margem do exercício
Ativos fixos e amortizações
- Mapa de ativos atualizado com entradas, abates e transferências
- Cálculo de amortizações com coerência face à política definida
- Conferência de ativos totalmente amortizados ainda em uso e correções necessárias
- Separação entre reparações e melhorias para não distorcer resultados
Impostos e consistência fiscal
- Conferência do apuramento de IVA e sua coerência com registos e classificações
- Validação de retenções na fonte, rubricas e mapas de suporte
- Classificação correta de gastos não dedutíveis e ajustes fiscais quando aplicável
- Revisão de movimentos que costumam gerar divergências, como viaturas, ajudas de custo, despesas mistas e despesas sem documento
Tabela rápida do que costuma falhar e o que causa na IES
| Área | O que deve estar fechado | O que acontece quando falha |
|---|---|---|
| Bancos | Reconciliações completas | Balanço incoerente e correções tardias |
| Clientes | Saldos justificados | Resultados inflacionados e risco de ajustes |
| Fornecedores | Documentos completos | Gastos no período errado e divergências fiscais |
| Inventário | Quantidades e valorização | Margens irreais e fecho frágil |
| Ativos | Mapa e amortizações atualizados | Amortizações erradas e distorção do resultado |
| Impostos | Apuramentos coerentes | Divergências e maior exposição a coimas |
Passo a passo curto para preparar a IES sem improviso
- Fechar reconciliações bancárias e de caixa e bloquear saldos do período
- Validar clientes e fornecedores e resolver saldos antigos antes do fecho
- Fechar inventário e validar margem com consistência face ao histórico
- Atualizar mapa de ativos e recalcular amortizações quando existirem alterações
- Rever impostos e classificações sensíveis e corrigir o que gera divergências
- Organizar a pasta de suporte do fecho com evidências mínimas de cada rubrica crítica
- Só depois validar quadros da IES e preparar a submissão
Se quiserem, a nossa equipa da CRN Contabilidade pode validar o fecho de contas e preparar a IES e DA convosco, reduzindo risco de erros e evitando retificações. Podem falar connosco através do WhatsApp flutuante no site, ou por qualquer canal de contacto disponível em nosso site.
Como garantir uma IES defensável, reduzir risco e evitar retrabalho no fecho de contas
Quando a IES e DA corre mal, quase nunca é porque alguém “não soube clicar no sítio certo”. Corre mal porque o fecho anual ficou dependente de suposições, documentos dispersos e decisões tomadas tarde.
A regra de ouro do fecho anual em 2026
Uma IES bem entregue nasce de um fecho com três características: coerência, rastreamento e prova. Coerência significa que as peças batem certo entre si, sem “remendos” para fechar balanço. Rastreamento significa que cada saldo importante tem caminho claro até documentos e movimentos. Prova significa que, se alguém pedir explicação, a empresa consegue justificar o número com suporte simples e organizado.
Se o fecho tem estes três pilares, a IES deixa de ser um evento anual e passa a ser apenas a última formalização do trabalho do ano.
O que muda na prática quando a empresa faz um fecho profissional
Há um efeito imediato que muitos gestores não antecipam. Quando o fecho é bem feito, a empresa passa a tomar decisões com base em números reais, e isso reflete-se em impostos planeados, tesouraria mais estável e negociações melhores com bancos e parceiros. Mesmo que a empresa não esteja a “crescer”, um fecho limpo reduz fricção e protege a gestão de surpresas.
Benefícios que vemos com mais frequência nos nossos clientes
- Menos retificações e menos tempo perdido em correções no verão
- Maior previsibilidade do imposto, porque o resultado não é “descoberto” no fim
- Contas mais credíveis em processos de crédito, candidaturas e auditorias
- Menos stress interno e menos dependência de recolha urgente de documentos
- Mais controlo de custos, porque gastos fora do padrão aparecem cedo
Controlos de qualidade que elevam a IES de aceitável para defensável
Uma empresa pode “entregar” e, ainda assim, ter fragilidades. Por isso, na CRN Contabilidade trabalhamos com controlos que não dependem de memória ou improviso. São validações objetivas que sinalizam problemas antes de se tornarem risco.
Controlos recomendados antes de validar a IES
Controlos de saldos e consistência
- Verificar se o resultado do exercício é compatível com a evolução do negócio e com o histórico
- Confirmar que as variações de custos e margens têm explicação operacional
- Validar se há saldos anómalos em contas de caixa, adiantamentos e outras rubricas sensíveis
- Confirmar se as contas de impostos refletem apuramentos do próprio ano e não arrastamentos
Controlos de corte do exercício
- Rever faturas emitidas no fim do ano e recebimentos no início do seguinte
- Rever faturas de fornecedores do início do ano seguinte que pertencem ao exercício anterior
- Validar serviços contratados que exigem acréscimos e diferimentos
- Garantir que rendas, seguros e contratos recorrentes foram tratados com critério anual
Controlos de documentação
- Confirmar que cada saldo material tem pasta de suporte com evidências mínimas
- Garantir que as despesas com maior impacto estão documentadas e classificadas corretamente
- Rever contratos e comunicações relevantes que sustentam provisões, imparidades e ajustamentos
O dossier mínimo do fecho de contas que protege a empresa
Uma IES defensável não precisa de burocracia, precisa de um dossier simples, completo e lógico. O objetivo é que a empresa consiga explicar os números sem depender de alguém “que se lembra”. Recomendamos preparar um dossier anual com estrutura fixa, que se repete todos os anos.
Estrutura sugerida do dossier anual do fecho
- Reconciliações bancárias finais e extratos de encerramento
- Mapa de clientes e fornecedores com antiguidade de saldos e notas justificativas
- Inventário final, método de valorização e mapa de ajustamentos e quebras
- Mapa de ativos fixos com movimentos do ano e amortizações calculadas
- Resumo de impostos com apuramentos e notas de conferência
- Lista de decisões do fecho, como provisões, imparidades e critérios adotados
- Pasta de documentos críticos, incluindo contratos relevantes e documentação de suporte
Este dossier reduz drasticamente retrabalho, porque evita procura tardia de provas e justificações.
Tabela de riscos mais comuns no fecho que afetam diretamente a IES
| Tema | Onde costuma surgir | Sinal de alerta | Como prevenir |
|---|---|---|---|
| Corte do exercício | Faturação e gastos de fim de ano | Resultados “saltam” sem motivo | Regras de corte e validação mensal |
| Inventários | Retalho, indústria, e commerce | Margem incoerente com vendas | Inventário cedo, método estável |
| Despesas sem suporte | Serviços e pequenas compras | Gastos elevados em rubricas genéricas | Política interna e arquivo digital |
| Ativos e amortizações | Empresas com investimento recorrente | Amortizações desajustadas | Mapa vivo e atualização trimestral |
| Impostos e classificações | IVA e retenções | Divergências entre períodos | Reconciliação fiscal periódica |
| Contas correntes antigas | Clientes e fornecedores | Saldos arrastados de anos | Limpeza anual e plano de regularização |
Custos reais do atraso e porque o “depois resolvemos” fica caro
O atraso raramente custa apenas uma coima. O custo real costuma aparecer em três frentes: tempo interno, perda de foco e pressão operacional. Quando o fecho se arrasta, a empresa entra numa fase de decisões travadas porque não confia nos números. Isso afeta preços, contratações, compras e até negociações com bancos.
Há também um custo invisível: a equipa interna passa a trabalhar em modo reativo, e qualquer pedido externo, seja auditoria, candidatura, crédito ou controlo de fornecedor, gera tensão porque os números ainda não estão fechados com segurança.
Como antecipar a IES com um fecho distribuído ao longo do ano
O melhor fecho anual é aquele que começa em janeiro. Não significa fechar tudo mensalmente como se fosse o ano, significa criar rotinas simples que evitam acumulação.
Rotinas que recomendamos para reduzir esforço no verão
Mensal
- Reconciliação bancária e validação de caixa
- Conferência de IVA e rubricas de maior risco
- Revisão de contas correntes com foco em saldos antigos
Trimestral
- Revisão do mapa de ativos e investimentos do período
- Revisão de inventário em negócios com stock relevante
- Análise de margem e comparação com trimestre anterior
Semestral
- Revisão de provisões, imparidades e contratos importantes
- Limpeza de contas de adiantamentos e outras rubricas sensíveis
- Teste de consistência do resultado e das principais variações
Quando estas rotinas existem, a IES torna-se consequência natural e não corrida de última hora.
Preparação do fecho com arquivo digital e validações rápidas
Um ganho enorme de eficiência em 2026 vem de duas medidas simples: arquivo digital organizado e validações repetíveis. O arquivo digital não é apenas guardar PDFs, é garantir que a empresa consegue localizar documentos por mês, fornecedor e rubrica. E as validações repetíveis são checklists curtas que a equipa sabe executar sem depender de interpretação.
Se a empresa ainda depende de mensagens, pastas soltas e documentos em telemóvel, o fecho anual vai continuar a ser imprevisível. Um processo mínimo de organização já reduz erros e acelera decisões.
Estamos disponíveis para validar o vosso fecho e preparar a entrega
Há momentos em que a empresa consegue fazer internamente e há momentos em que compensa delegar. Na nossa experiência, vale pedir apoio quando:
- houve crescimento rápido e a contabilidade ficou atrás da operação
- existe stock e o inventário ainda não tem método consistente
- há investimentos relevantes e o mapa de ativos está incompleto
- existem saldos antigos de clientes e fornecedores que nunca foram limpos
- houve alterações no modelo de negócio, como vendas online ou novos mercados
- a empresa quer reduzir risco e entregar com validação profissional
Se quiserem, a equipa da CRN Contabilidade pode rever o vosso fecho de contas, validar os pontos críticos e preparar a IES e DA com um processo claro, documentado e sem improviso. Falem connosco através do WhatsApp flutuante no nosso site ou por qualquer canal de contacto disponível no site.



