Como calcular custos totais de um trabalhador temporário em Portugal?

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Como calcular custos totais de um trabalhador temporário em Portugal?

Calcular os custos totais de um trabalhador temporário em Portugal exige muito mais do que simplesmente considerar o salário base acordado. Para chegar a um valor realista, é preciso somar uma série de encargos obrigatórios e variáveis que podem impactar significativamente o orçamento da empresa. A seguir, explicamos todos os pontos que devem ser considerados para que você não subestime os custos e cumpra todas as exigências legais.

Os principais elementos a incluir no cálculo são:

  • salário base (mensal ou por hora)
  • contribuição da entidade empregadora para a Segurança Social
  • subsídios de férias e de Natal (proporcionais)
  • subsídio de alimentação
  • seguro de acidentes de trabalho
  • custos com formação obrigatória, exames médicos ou equipamentos de proteção individual
  • comissão da empresa de trabalho temporário, quando aplicável

Na prática, se você contratar diretamente um trabalhador temporário com salário base de 950 euros, o custo final para a empresa pode ultrapassar 1.400 euros mensais ao incluir todos os encargos legais e benefícios. Se a contratação for feita por meio de uma empresa de trabalho temporário, esse valor pode ser ainda maior devido à margem cobrada pela prestadora.

Por isso, entender detalhadamente o custo total é fundamental para tomar decisões mais conscientes, evitar surpresas e manter a empresa em conformidade com a legislação.

Tabela com simulação de custos reais

Descrição Valor estimado (EUR)
Salário base 950,00
Segurança Social (26,5%) 251,75
Subsídio de alimentação (6€/dia × 22 dias) 132,00
Provisão para férias (8,33%) 79,13
Provisão para Natal (8,33%) 79,13
Seguro de acidentes de trabalho 15,00
Custo total estimado por mês 1.507,01

Esse valor pode variar dependendo do setor, do contrato coletivo de trabalho aplicável, da duração do vínculo e do tipo de atividade desenvolvida pelo trabalhador.

  1. O que considerar no custo total de um trabalhador temporário? É obrigatório incluir salário, encargos sociais, subsídios legais, alimentação, seguro e outros custos como EPIs ou formações exigidas.
  2. A empresa é obrigada a pagar subsídios para trabalhadores temporários? Sim. Mesmo que o contrato seja de curta duração, os subsídios de férias e de Natal devem ser pagos proporcionalmente.
  3. Empresas de trabalho temporário já incluem os encargos no valor cobrado? Sim, normalmente o valor hora apresentado já contempla todos os custos. Ainda assim, é importante pedir o descritivo para entender cada componente da cobrança.
  4. Contratar temporários diretamente reduz custos? Pode reduzir a comissão da intermediadora, mas todos os encargos legais continuam a existir. A economia só é viável se a empresa tiver estrutura para cumprir obrigações trabalhistas e fiscais corretamente.

Se você precisa contratar trabalhadores temporários e quer fazer os cálculos com precisão, evite suposições e riscos legais. A nossa equipa da CRN Contabilidade está pronta para ajudar. Entre em contacto agora mesmo através do WhatsApp flutuante disponível no site ou preencha o formulário para que um contabilista entre em contacto com você.

Se preferir, continue a leitura para acessar uma análise aprofundada sobre regras contratuais, obrigações da empresa utilizadora, particularidades do trabalho temporário e diferenças em relação à prestação de serviços.

Diferenças entre contratar diretamente e recorrer a empresa de trabalho temporário

Em Portugal, uma das principais dúvidas dos gestores é se vale mais a pena contratar um trabalhador temporário diretamente ou por meio de uma empresa de trabalho temporário (ETT). As duas opções são válidas legalmente, mas os custos, obrigações e responsabilidades mudam consideravelmente.

  • Ao contratar diretamente, a empresa contratante assume todas as obrigações laborais, fiscais e administrativas. Isso inclui processar salários, entregar declarações à Segurança Social, garantir os direitos laborais e cumprir prazos legais. Embora isso reduza a margem de lucro da intermediadora, exige mais estrutura interna e atenção redobrada à conformidade legal.
  • Por outro lado, ao utilizar uma ETT, a empresa utilizadora não é o empregador direto. A ETT assume as obrigações legais e repassa o trabalhador à empresa onde será realizada a prestação de serviços. O custo por hora tende a ser mais elevado, mas há vantagens como agilidade na substituição, ausência de vínculo direto e menor carga administrativa.

É essencial fazer as contas. Um valor hora de 6 euros direto pode parecer mais barato que os 8 euros cobrados por uma ETT, mas se houver falhas na gestão das obrigações legais, multas e autuações podem sair muito mais caras.

Obrigações legais da empresa utilizadora

Mesmo quando contrata por intermédio de uma empresa de trabalho temporário, a empresa que utiliza o serviço (empresa utilizadora) também tem responsabilidades. Isso está previsto no Código do Trabalho português.

As principais obrigações incluem:

  • garantir condições de trabalho equivalentes às dos demais colaboradores
  • assegurar a proteção da saúde e segurança no trabalho
  • respeitar os limites de duração dos contratos temporários
  • manter registos atualizados sobre os trabalhadores temporários em atividade
  • colaborar com a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) sempre que solicitado

O descumprimento destas obrigações pode gerar penalizações, inclusive se o contrato for firmado com uma ETT devidamente licenciada. Por isso, é fundamental não confiar apenas na contratada. A responsabilidade é compartilhada e deve ser acompanhada de perto.

Custos ocultos e variáveis ignoradas por muitas empresas

Além dos encargos óbvios como salário e Segurança Social, há custos ocultos que frequentemente não são considerados no momento de calcular o custo de um trabalhador temporário. Esses valores podem variar de acordo com o setor, a atividade exercida e o tempo de duração do contrato.

Alguns exemplos incluem:

  • custo com exames médicos obrigatórios no início e término do contrato
  • despesas com equipamentos de proteção individual (EPI) fornecidos pela empresa utilizadora
  • formações obrigatórias em segurança no trabalho
  • taxas de emissão de documentação para estrangeiros temporários
  • eventuais despesas com alojamento ou transporte, especialmente em setores como agricultura, construção civil e hotelaria

Cada uma dessas despesas pode representar dezenas ou centenas de euros por trabalhador, dependendo da escala. Ignorar esses fatores compromete a previsão orçamentária e prejudica a margem de lucro do projeto.

Comparativo entre diferentes cenários de contratação temporária

Abaixo, apresentamos uma tabela comparativa para três cenários distintos de contratação de trabalhador temporário. Esses valores são estimativas médias e podem ser ajustados conforme a realidade de cada empresa.

Cenário Contrato direto (EUR/mês) Empresa temporária (EUR/mês)
Trabalhador com salário base de 950 € 1.500 a 1.550 1.700 a 1.900
Trabalhador com 1.200 € base 1.800 a 1.900 2.100 a 2.300
Trabalho sazonal com 3 meses de duração 4.500 a 5.000 no total 5.500 a 6.300 no total

Ao calcular com precisão e considerar encargos variáveis, a empresa evita riscos de ultrapassar orçamentos e pode planejar com base em margens reais de operação.

Por que contratar trabalhadores temporários exige apoio técnico?

Trabalhar com contratos temporários é uma prática legítima, mas cercada de detalhes legais e fiscais. A empresa que atua sozinha precisa garantir que todos os encargos estejam sendo cumpridos, e que o contrato respeite a legislação laboral portuguesa, sob risco de multas, denúncias ou passivos trabalhistas no futuro.

Além disso, os sistemas da Segurança Social, do e-Fatura e do eSocial exigem cumprimento de prazos e envio correto de documentos. Mesmo uma falha pontual pode resultar em sanções.

Contar com um gabinete de contabilidade experiente garante:

  • elaboração e validação correta dos contratos
  • cálculo de encargos atualizados com base em convenções coletivas
  • processamento de salários, recibos e declarações obrigatórias
  • assessoria em inspeções do ACT ou auditorias fiscais
  • análise de viabilidade financeira com foco em otimização de custos

A importância do planeamento prévio para contratações temporárias

Antes de contratar, é essencial fazer uma análise estratégica que leve em conta:

  • a duração real necessária da função
  • o impacto da contratação nos custos fixos e variáveis da operação
  • a possibilidade de internalizar ou terceirizar
  • a existência de convenções coletivas que imponham pisos salariais e benefícios obrigatórios
  • a capacidade da empresa de gerir diretamente obrigações legais

O ideal é que cada contratação temporária seja tratada como um microprojeto, com planeamento, orçamentação, acompanhamento e encerramento claro. Isso evita improvisos, reduz riscos jurídicos e garante previsibilidade financeira.

Está com dúvidas sobre quanto vai realmente custar a contratação temporária?

A CRN Contabilidade é especializada no apoio a empresas que atuam com contratos de curta duração, trabalho temporário, prestação de serviços e contratos a termo. A nossa equipa está pronta para:

  • simular todos os custos reais com base no seu setor
  • comparar opções de contratação direta ou via empresa temporária
  • assegurar que a sua empresa esteja 100% em conformidade legal
  • ajudar a controlar custos e otimizar margem operacional

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